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sábado, 5 de novembro de 2011

Comparar para inovar e crescer.





Durante o café da manhã, enquanto conversávamos sobre a habilidade de empresas estrangeiras em criar produtos inovadores, bons e extremamente vendáveis (tudo surgiu analisando uma antiga e famosa marca de corn flakes), minha esposa sugeriu uma reflexão sobre o assunto de maneira simples e direta. Pessoas e empresas de países desenvolvidos fazem um intercâmbio muito grande entre si, tanto a negócios como a passeio. Para aqueles que tem foco em busca de oportunidades, essas viagens são um banquete de ideias criativas que podem ser garimpadas e desenvolvidas de acordo com a realidade cultural e mercadológica do país de origem. Muitos produtos ditos inovadores surgiram assim, recriando ideias preconcebidas.
O Brasil viveu por muito tempo fechado em si, tolerante com seus próprios produtos e serviços. Agora, aos poucos, está se abrindo, assim como vem sendo alvo de holofotes externos. A oportunidade de crescer e inovar é urgente. Devemos deixar de ser tolerantes com nosso atual padrão de qualidade para sermos mais inconformados e exigentes. Os grandes homens da história só foram grandes porque pensaram grande, e acima de tudo eram eternos seres inconformados, incomodados e proativos. Um país que almeja crescer precisa ter esse espírito. Um empreendedor que deseja mudar o mundo à sua volta, ou à volta do seu produto, também.
Se ainda não podemos viajar para o exterior, que façamos a lição de casa dentro do nosso próprio Estado. Com sentidos aguçados e alertas, claro. Isso significa que, se vc for para a praia, não vá apenas pensando em mar e descanso. Observe os vendedores ambulantes, tendências de moda, arquitetura das casas e o porquê delas serem assim; entre nas lojinhas de artesanato não apenas pensando no que comprar, mas também nas novidades. E se não há novidades, o que poderia ser diferente que não foi feito até hoje. Qual o diferencial, bom ou ruim, que o hotel onde está hospedado tem a oferecer? O que poderia ser melhor? As informações turísticas estão claras? Qual aplicativo poderia ser desenvolvido ou melhorado para atender melhor este público? Enfim, são inúmeros pontos a serem observados, e este é um grande exercício que devemos praticar sempre. Como eternos inconformados.



sábado, 12 de março de 2011

O pipoqueiro desapareceu?


Além dos trabalhos realizados em Marília, cobrimos também uma extensa região participando de eventos e feiras. Até porque onde existe multidão, tem que existir um pipoqueiro. Ou pelo menos deveria.

Porque O pipoqueiro está sumindo. Não está resistindo às mudanças culturais, gastronômicas e à ânsia de novos petiscos atraentes encontrados em qualquer esquina onde haja um novo mercado ou uma conveniência.

Antigamente o pipoqueiro reinava absoluto pelas ruas, praças, nos desfiles cívicos e jogos de futebol de várzea. Aquele olhar longínquo, chapéu na cabeça, um esboço de sorriso e mãos firmes na - acredite - difícil arte de colocar pipoca num saquinho, de uma só vez.

Com ele, seu companheiro de todos os dias, o carrinho, que ouvia as conversas todinhas, desde bate papos da política que andava mal aos lamentos pelo tempo que não cansava de desagradar; ora frio, ora quente. Escutava ele o grito estridente mas revigorante da garotada que saía da escola, assim como via o carinho no olhar da namorada que ganhava de seu amado um saquinho de pipoca.

Tantas histórias presas naquele armário do tempo, já sem as chaves, dos pipoqueiros que fizeram parte, em algum momento ainda que distante, das nossas memórias.

Carrinhos foram reciclados, outros aposentados e viraram relíquias. E tem os que foram vendidos para virarem um carrinho ambulante, com toda uma parafernália de produtos industrializados baratos, e sem mais a pipoca quentinha, companheira delicada que exije atenção. "Atenção? Atenção dá trabalho, deixa pra lá."

...

Quando surgiu a ideia de resgatar essas duas figuras - o pipoqueiro e o seu carrinho - pensei que para inseri-los a este mundo 2.0 precisaria pensar em dois fatores:

1.0 - Tornar o negócio rentável.
2.0 - Inovar para Renovar.


Vou preparar o Pop´s Car (ah, sim, é o nome do meu Carrinho de Pipoca) e o Stand de vendas para o evento desta sexta, aqui em Assis.
Chove há 5 fim de semanas consecutivos e as vendas, nesse caso, costumam ir à pique (lá vamos nós de novo reclamar do tempo, como nos velhos tempos...).

No próximo post eu comento sobre esses dois fatores, e como podem ser a resposta para que a magia da pipoca não seja totalmente substituída por um saquinho no microondas.

ps.: mundo 2.0, relativo a web 2.0. Leia sobre clicando neste texto da Wikipedia.




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